De fato tudo o que entretém demais não é bom.

Ao mostrar o filme dirigido por Fernando Meirelles a uns amigos, logo vieram às reclamações, diziam que o filme é muito ruim e a dublagem era péssima. É incrível como as pessoas se acostumaram com efeitos especiais dos filmes, quando o mais importante devia ser o contexto a filosofia e modo de pensamento que tal arte quer passar, em todo o caso não se chamaria a sétima arte, se não fosse algo divino, mas, vulgarizam o divino, a arte e o que interessa mesmo, foram substituídos ao publico, por milhares de efeitos e sangue, ou uma quantidade exacerbada de puro besterol.

Disse a eles que era um filme sem grandes orçamentos e que o principal ideal do filme era mostrar que nossa humanidade esta ficando cada vez mais cega, perante aos diversos entretenimentos, a que somos submetidos pelos nossos governos e sociedade.

Claro, que com isso a discussão ficou bem acalorada, mas logo que se encerrou, colocaram outro filme “bom” e eu como bom brasileiro que sou, evitei mais confrontos e vi o que a massa queria ver.

Creio que esteja cada vez mais cego, desde então.

Hora e data:

19/02/10 19h:40min.

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Em breve.

12/02/2010. 

Decicado a Cah Ribeiro

“Olho para o céu e vejo o passado, já não tenho duvidas que estou a anos-luz de toda a razão.”
Como marcar nossa pequena estadia na terra? Como ser eterno, mesmo na nossa insignificância? Estar consciente do fim é um ensaio constante para a vida, pois só nos cabem momentos; parece triste isso, mas não o é. Poético talvez, mas não triste. Segundo os livros uma foto tirada de um telescópio da Nebulosa de Andrômeda, retrata um passado de dois milhões de anos, ou seja, a luz percorreu dois milhões de anos para encontrar a lente de um telescópio, ou seja, se ela morresse hoje eu jamais saberia. Logo elas não são eternas, como posso eu ser? Sei que o tempo me preocupa me aborrece por vezes, creio que não seja uma boa coisa isso, por que de fato perco meu tempo, filosofando sobre isso, enquanto a vida passa.
Todos terão no fim o mesmo começo, ao pó retornaremos então os livros, as fotos, as artes, serão nossas memórias, nosso pensamento materializado, nossa personalidade, nossa alma, eis a eternidade propriamente dita.
O que faço para ser eterno? O que me dói é o esquecimento sem duvida, teorias da solidão, de uma juventude que sonha com coisas que não sabem vibrados pela tela do computador ou da televisão, quando acordarem e se acordarem estarão adoecidos pelo sistema acostumável das coisas, pois tudo é acostumavel, nós humanos somos a prova disso. Parece-me que sempre vivemos o final dos tempos, igrejas tentam recrutar o maior numero de pessoas, militares tentam recrutar o maior numero de soldados, políticos (que diabos dizerem deles?), com suas falsas preocupações com a sociedade, mas as coisas que devem ser lembradas dificilmente são. Shakespeare diz-“Sê fiel a ti mesmo. Assim, e tão naturalmente como à noite se segue o dia, não serás falso para com ninguém.”.
Esqueceram os princípios das coisas. “Creio que não teremos um outro Jesus com pensamentos de humildade e bem querer ao próximo, tão magníficos que acabaram por matá-lo (perdoa-os Jesus, eles e eu não sabemos o que fazem).” O que “me importa é que você cresça e eu diminua.” você imagina alguém dizendo isso nos dias de hoje? Eu também diria impossível.
Faça o possível para ser eterno, ser singelo, ser você e talvez o tempo lhe seja cada vez mais um herói e não um vilão.
David Rangel. 10/jan/2010 17h00min.
Foto por: Walter Henri

http://www.flickr.com/photos/walteer/

“Sai naquela noite sem nenhum itinerário programado, vesti qualquer camisa preta e jeans e sai, já previa o que iria acontecer, tomaríamos muitas latas de cerveja barata e uns acordes em algum violão, mas eu havia me enganado.
A trilha sonora que acompanhava os meus passos, sai pelos fones de um velho mp3, comprado com o salário de Office boy, trabalho que eu adorava, pois as companhias eram ótimas, mas que acabou não durando muito, por ser contratual. Ao som do Alice in Chains, eu percorria as ruas da cidade, talvez pela distração que aquelas musicas me proporcionavam, não ouvi o barulho de moto bem próximo. Eu odiava surpresas, sempre ensaiei emoções para jamais me pegar desprevenido, creio que o ser humano adora usar as emoções demonstradas contra as outras pessoas, por isso sempre me precavi, parece ate paranóia, mas acho que tenho certa razão nisto, planejar as coisas é sempre bom, não sou pontual, sou na verdade, muito mal com horários, mas isso não quer dizer que eu não planeje as coisas.
Eu sorri claro, como cortesia, não a queria freqüentando à mesma roda de amigos que eu, mas eu jamais admitiria isso. Ela costumava pegar a moto do seu namorado e mesmo sem ter habilitação, sempre dava um jeito de escapar, talvez de si mesma, ou de querer se sentir mais velha, ou mais livre, isso acontece muito com os jovens. Enfim encontrei meus amigos e eles a reconheceram por causa da minha banda, formamos um grande grupo e saímos para beber, meu humor mudou logo após a segunda latinha, confesso que era o que eu mais temia, creio que ela tenha notado a minha frustração, pois chegou bem mais perto, me abraçou carinhosamente e me disse ao pé do ouvido-Você esta fácil agora. – Foi tudo bem rápido, com uma das mãos eu a fiz se sentar no meu colo e com a outra toquei no seu rosto a beijei como nunca sequer havia imaginado. Mentira! Eu não havia ensaiado isso, com reagir?  Como se controlar? E o seu namorado? Como apenas beija-la sem dizer o que realmente se sentia? Eu não poderia fazer isso, ao ouvir o que ela havia me dito me levantei e sem dizer uma só palavra comecei a andar, ela tentou me acompanhar, mas meus olhos já diziam tudo”.

Hora original:

19h01min 20/01/2010

Rangel

Banner show Teatro

São anos de fúria esses
Em que se luta como um herói pelos seus ideais,
Mas como sempre,
Aquele chama que os jovens possuem se esvai,
E os heróis perecem anônimos.

Tudo é acostumável.
Mas ate quando devemos tentar ser heróis?
Isso ninguém diz.
Apenas dizem, jamais! Mas mentem.

O tempo dita as verdades
Somos só consciência e é só.
Só um punhado de pensamento
Com dozes de vontade.
Mas a razão destrói os sonhos
E os heróis viram fantasias.
Permanece o teatro das sombras.

David Rangel
22h26. 16/01/10

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A Parede de palavras.

As palavras construíram em mim, uma parede de personalidade.

Escreva um minitexto, contendo apenas 50 letras, não contando o titulo, influencia do escritor Marcelino Freire, acabei criando esse.

“Esse é um pequeno desafio literario, espero que participem”

“Agora tocado apenas pela luz do sol, a velha rampa continua a sua existência. Antes, as rodas do meu skate lhe faziam companhia e o barulho dos rolamentos soava como uma melodia urbana, repletas de gotas de suor, que recaiam como uma benção sobre as curvas daquele santuário.
É uma pena crescer e ter de abandonar planos e promessas, sendo julgado e por comuns e admirado por outros. As boas sensações do vento no rosto e manobras feitas por puro reflexo, jamais deixaram os meus pensamentos.”
Skate or Die!

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David Rangel

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